Brasília- Uma confusão que envolveu seguranças do presidente de Cuba, Fidel Castro, jornalistas e manifestantes petistas - atravessada com traquilidade pelo sempre sorridente senador eleito Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) - aconteceu logo depois da solenidade de posse do ministro da Educação, Cristóvam Buarque. Alarmados com o avanço de fotógrafos e repórteres sobre o líder cubano, seus guarda-costas construíram com empurrões e ameaças um cordão de isolamento à sua volta. Em torno, manifestantes berravam palavras de ordem contra o parlamentar e o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), arqui-adversário de Buarque.
''Um, dois, três, ACM no xadrez!'', gritavam ativistas - um deles, no ouvido do senador eleito, que, calado, manteve o sorriso e, com uma ajuda dos seguranças de Fidel, que abriram caminho, pôde sair. ''Fora Roriz!'', bradavam outros.
Acompanhada por cerca de mil pessoas, de acordo com cálculos do MEC - cerca de 200 no auditório, que tem apenas 144 cadeiras, e umas 800 do lado de fora, muitas de olho em dois telões -, a posse, além de Antonio Carlos e Fidel, teve uma lista de convidados ampla do ponto de vista político. Ela foi acompanhada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pelo deputado eleito Ivan Valente (PT-SP), do grupo de esquerda Força Socialista, e pelo presidente do STF, Marco Aurélio Mello. Até o ex-governador Paulo Maluf (PPB) esteve com o ministro, antes da posse, para cumprimentá-lo, mas não foi à solenidade.

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