Dois policiais alagoanos e um servidor estadual foram atingidos por tiros durante o confronto entre manifestantes que cobravam a saída do governador Divaldo Suruagy (PMDB-AL) do governo e homens do Exército, que disparam mais de 200 tiros e soltaram cerca de 20 bombas de efeito moral. O conflito aconteceu na praça que dá acesso à Assembléia Legislativa de Alagoas, em Maceió.
Ainda como saldo do conflito, cerca de dez pessoas ficaram com escoriações provocadas por por cassetetes e baionetas. A Polícia Civil está em greve desde a última sexta-feira. As explosões e tiros de fuzil provocaram pânico também no plenário da Assembléia Legislativa, onde 26 dos 27 deputados estaduais se preparavam para abrir a sessão que decidiria pelo impeachment ou não do governador Suruagy.
Durante o tiroteio, alguns deputados saíram correndo do plenário com armas em punho. Outros preferiram deitar no chão, como fizeram os funcionários e jornalistas. Nenhum tiro atingiu o plenário. ‘‘Estou com essa pistola e mais um cartucho no bolso, porque vim para a guerra. Estou também com um colete à prova de balas. Na guerra, toda prudência é pouca’’, afirmou o ex-presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (PMDB), um dos 17 governistas.
O comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada, coronel Antônio Carlos Almeida, afirmou que seus homens apenas dispararam para cima. ‘‘Não temos a informação de que teve gente baleada. Nós só disparamos para cima’’, afirmou.

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