Confirmação
Os acionistas da Sanepar ratificaram ontem a decisão tomada em assembléia do dia 18 de dezembro, que autorizou a emissão de ações preferenciais da empresa. Assim a companhia recebeu o aval que faltava para dar curso ao aumento de capital social em R$ 900 milhões, através do lançamento de American Depositary Receipts (ADR) no mercado norte-americano, escolhido para dar mais liquidez aos papéis. Pelo cronograma da Sanepar, a emissão será realizada ainda neste primeiro semestre do ano.
HASTA LA VISTA - O ex-presidente do INSS Fernando Fontana não poupou elogios à administração do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no seu pedido de demissão. Indicado pelo governador Jaime Lerner (PFL) para ocupar o cargo, Fontana ressaltou na carta que só saía do governo devido ao atual momento político. O secretário-geral de Fernando Henrique, Artur Virgílio, retribuiu a gentileza elogiando a maneira como Fontana deixou o INSS.
FRESQUINHO - Nestes dias de calor, o gabinete do secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, tem sido disputadíssimo pelo pessoal do quarto andar do Palácio Iguaçu. É um dos únicos ambientes com ar-condicionado. O secretário disse ontem que recebe visitas que vão lá só para tomar um ar.
BLEFE - Há quem considere puro blefe a promessa de setores do governo de retaliar os auditores e procuradores lotados no Tribunal de Contas, por conta da decisão do STJ que embargou a nomeação de Gerson Guelmann para a vaga de conselheiro. Tanto os auditores quanto os procuradores têm autonomia dentro do tribunal. O troco só poderia mesmo vir na esfera judicial: o governo tentando derrubar a decisão do STJ no Supremo, em Brasília.
RECUO - A secretária da Educação, Alcyone Saliba, perdeu mais uma vez a chance de ficar quieta. Ao dizer que a secretaria não iria disponibilizar as dependências de escolas da rede pública para a realização do vestibular da UEL, Saliba abriu uma crise desnecessária no governo. Que só foi contornada com a decisão do governador de desautorizá-la.
DESAPEGO - O secretário do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, diz estar pronto para deixar o cargo e organizar sua campanha para convencer o próprio PFL de que é o melhor candidato ao governo.
PONTO A FAVOR - Ficinski aposta na sua gestão para angariar a sustentação política que precisa para ter crédito junto a Lerner, que não o apóia. A última investida do secretário se consumou ontem. De acordo com a sua assessoria, o programa de assistência ao transporte coletivo, desenvolvido por sua pasta, vai receber uma ajuda financeira de US$ 1 milhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O convênio foi firmado para facilitar a preparação e execução de progrmas de transporte sustentável.
PERGUNTINHA - O governo Lerner vai acolher novamente Fernando Fontana?
Leandro Donatti e sucursais
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