Criação de Conselhos de Comunicação nas esferas municipais, estadual e federal, a exemplo dos já existentes em outras áreas, como Saúde e Criança; descriminalização das rádio comunitárias, estabelecimento de órgãos reguladores para a mídia e garantia de acesso à internet e às novas tecnologias por meio de um regime público foram algumas das propostas aprovadas, no final de semana, por mais de 500 pessoas que participaram da 1º Conferência Estadual de Comunicação, em Curitiba.
O evento, que contou com conferências municipais prévias em várias cidades do Estado, resultou em cerca de 180 propostas que serão levadas para a Conferência Nacional de Comunicação, que acontece no próximo mês em Brasília, e defendidas pelos 81 delegados do Paraná, eleitos na conferência deste fim de semana.
A Conferência Nacional de Comunicação era uma reivindicação histórica do movimento popular e democrático, sendo convocada em abril deste ano pela Presidência da República. A etapa estadual, por sua vez, foi convocada pelo governo do Estado. ''Esta é a primeira vez que a população pode participar da construção das políticas públicas para o setor, que até agora são decididas apenas dentro dos gabinetes'', avaliou Rachel Bragatto, membro do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, uma das entidades integrantes da Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação.
Para Rachel, a conferência teve um resultado bastante positivo. ''Ela mostrou que nós, do campo popular e democrático, temos propostas convergentes, como a descriminalização das rádios comunitárias, a pluralização dos canais e vozes nos meios de comunicação, a universalização do acesso à internet e à banda larga'', afirmou. Para ela, a conferência só teve um problema: o regimento interno, definido em âmbito nacional, e que não permitiu uma votação final em plenária. Com isso, todas as propostas apresentadas, independente do grau de aprovação, serão enviadas à Brasília. ''Isso acabou impedindo que construíssemos uma proposta única, de consenso'', afirmou.

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