Conexão Campinas-Paraná será apurada
Conexão Campinas-Paraná será apurada
A investigação que a CPI do Narcotráfico deve fazer no Paraná pode levar a uma ligação direta entre suspeitos do tráfico de drogas no Estado com a chamada Conexão Campinas. Na sexta-feira, um delegado de Curitiba disse que a comissão poderá encontrar relação entre os crimes ocorridos no Paraná com a quadrilha que seria chefiada pelo empresário Willian Walder Sozza, de Campinas.
Até agora, ele é apontado como o principal responsável pela conexão e teria tido contato, no ano passado, com um suspeito do tráfico de drogas do Paraná. De acordo com o delegado, o telefone do suspeito foi grampeado e, nas gravações entregues à Justiça, ele conversou com uma pessoa que teria roubado um caminhão no Mato Grosso e estaria se deslocando para Curitiba. Depois, o suspeito teria ligado para Campinas para falar com Sozza.
Acreditamos que tenha gente muito mais poderosa por trás dele, afirmou o deputado Robson Tuma, integrante da CPI do Narcotráfico, cujos membros chegam a Campinas nesta semana. Sozza começou a ser caçado pela Polícia Federal dois dias depois do depoimento do motorista Jorge Méres Alves à CPI. Méres acusava um suposto advogado de Campinas, chamado Willian Marques, de comandar um dos braços da quadrilha de roubo de cargas e tráfico de drogas integrada pelo deputado cassado Hildebrando Paschoal (sem partido), do Acre.
No começo de outubro, a Polícia Federal descobriu que o suposto advogado Willian Marques era na verdade o empresário Willian Walder de Sozza. Localizado e identificado, ele prestou depoimento à CPI e negou tudo. Disse que as denúncias poderiam até ser verdadeiras, mas com certeza ele confundiu os nomes e está acusando a pessoa errada. Dias depois, em acareação com Alves, caiu em contradições. A CPI aprovou a quebra de seu sigilo bancário, fiscal e telefônico.
Enquanto as investigações em torno de Sozza eram realizadas, a CPI descobriu que um dos braços mais ricos do crime organizado no Brasil se encontra em Campinas. A cidade está no centro de um gigantesco esquema de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, armas e cargas roubadas, que se relaciona com quadrilhas organizadas em pelo menos 14 estados brasileiros. (P.S.M.)





