O senador Roberto Requião (PMDB) vai recorrer da decisão da 16ª Vara Cível de Curitiba que o condena a pagar uma indenização de 720 salários mínimos - cerca de R$ 87 mil - pelos crimes de calúnia e difamação contra o juiz do Tribunal de Alçada, Sérgio Arenhart, durante a campanha eleitoral de 90. O advogado do senador, o ex-procurador geral do Estado Carlos Frederico Marés, vai ajuizar uma apelação junto ao Tribunal de Justiça do Paraná para reverter a decisão da juíza substituta Leonice Bondstein.
Marés disse ontem que ainda não foi comunicado da decisão. O advogado aguarda a publicação do acórdão, no Diário da Justiça, para tomar as medidas judiciais cabíveis. ‘‘Não há nenhuma prova nos autos que atestem que o senador Requião tentou depreciar a imagem profissional e pessoal do então juiz eleitoral’’, alega o ex-procurador. Requião, lembra Marés, tem 15 dias depois da publicação para ingressar com o recurso.
A linha de defesa da equipe jurídica de Requião deve voltar a bater na tecla de que o comportamento de Arenhart, durante o processo eleitoral de 90, foi prejudicial à campanha do PMDB, beneficiando o concorrente José Carlos Martinez. ‘‘Ele (Arenhart) chegou a dizer que o candidato (Requião) não era sério, fazendo uma campanha indireta para os nossos adversários. E a própria imprensa nacional condenou esta atitude’’, relembra o advogado.
O senador Roberto Requião foi pego de surpresa com a decisão da 16ª Vara Cível. Não quis entrar no mérito das acusações feitas pelo juiz Sérgio Arenhart, durante o decorrer do processo cível, mas disse que está sendo ‘‘vítima de mais uma violência do Judiciário’’. A decisão da juíza Bondstein, despachada no último dia 7 de agosto só chegou ao conhecimento de Requião e de seu advogado ontem. (L.D)

mockup