O presidente do diretório local do PMN e ex-secretário de Defesa Social Benjamin Zanlorenci Júnior não é mais assessor comissionado na Câmara de Londrina. A Mesa Diretora entendeu que a situação dele "ficou insustentável" após a condenação pela 1ª Vara da Fazenda Pública por improbidade administrativa na última segunda-feira.
Rony disse ter comunicado Zanlorenci sobre a demissão na noite de quarta-feira e, na manhã de quinta-feira, o assessor se apressou e apresentou o pedido de exoneração. "Para nós é indiferente se ele se exonerou ou não. O importante é que a situação dele ficou insustentável após a condenação e ele não é mais assessor", afirmou Rony. "A Mesa entendeu que do ponto de vista político não se pode admitir um servidor comissionado condenado por improbidade."
Com salário de R$ 5,5 mil, a função de Zanlorenci era assessorar a Comissão de Segurança, presidida por Péricles Deliberador (PMN), autor da indicação do assessor. A nomeação foi feita pelo presidente. Recentemente, Rony exonerou do cargo de assessor da Comissão de Meio Ambiente o advogado Marcos Colli, que era o presidente do PV local. Colli está preso acusado de pedofilia e estupro de vulnerável. "Os dois cargos estão vagos e somente vou nomear alguém quando os presidentes das comissões solicitarem", afirmou o presidente. Para ele, a Câmara não sai com a "imagem desgastada". "Pelo contrário, demonstra que somos rigorosos com os cargos comissionados, ainda que sejam cargos de indicação política."
No Executivo, o servidor Wagner Trindade também deve perder a função de confiança em razão da condenação. Quando voltar das férias, deixará de ocupar o cargo de diretor de Pessoal da Secretaria de Gestão Pública.
Segundo a sentença do juiz Marcos José Vieira, Zanlorenci, ao lado do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), do ex-secretário de Gestão Pública Marco Cito, do servidor Wagner Trindade e do empresário Cleiton Severino Dias, dono da Delmondes & Dias, simularam a licitação para a contratação da empresa para ministrar o curso de formação dos guardas municipais em 2010. Todos os réus devem recorrer da decisão.

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