Condenações de réus da Lava Jato somam 680 anos
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terça-feira, 08 de dezembro de 2015
Agência Estado 
São Paulo - Relatório da Justiça Federal aponta que as condenações da Operação Lava Jato somam 680 anos, 8 meses e 25 dias. Até ontem, o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações na primeira instância, havia absolvido 14 investigados e condenado 57. Entre os condenados estão os maiores empreiteiros do País, ex-diretores da Petrobras e políticos. O engenheiro Renato Duque ex-diretor de Serviços da Petrobras recebeu a maior pena da Lava Jato até o momento, 20 anos e 8 meses de prisão. Apontado como elo do PT no esquema Petrobras, o executivo está preso desde 16 de março deste ano. Duque foi condenado em uma das ações a que responde na Justiça Federal, no Paraná, acusado de ter recebido uma parcela de uma propina de R$ 36,3 milhões.
A segunda maior condenação foi imposta ao ex-deputado Pedro Corrêa (ex-PP-PE)- condenado no Mensalão e na Lava Jato -, 20 anos, 7 meses e 10 dias -, por corrupção e lavagem de dinheiro. Pelos mesmos crimes, Moro impôs ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, apontado pelos investigadores como intermediador de propina ao PT, foi imposta uma pena de 15 anos e 4 meses.
O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção instalado na Petrobras entre 2004 e 2015, foi quem recebeu o maior número de condenações da Lava Jato. Ao todo, foram 6. Personagem central da operação, Youssef está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O doleiro esteve presente em 11 sentenças proferidas por Moro e foi absolvido em três ações.
Dados do Ministério Público Federal apontam que os crimes já denunciados na Lava Jato envolveram o pagamento de R$ 6,4 bilhões em propina. Deste total, R$ 1,8 bilhão foi recuperado via acordo de colaboração premiada, segundo a Procuradoria da República, no Paraná.


