Conde e Maia também se atacam
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terça-feira, 17 de outubro de 2000
Agência Folha Do Rio De Janeiro 
Os candidatos à Prefeitura do Rio, Luiz Paulo Conde (PFL) e Cesar Maia (PTB), não cumpriram as promessas de adotar discursos propositivos e partiram para ataques, troca de acusações e bate-boca no debate promovido nesta segunda-feira pela Rede Bandeirantes de TV.
Antes do debate, quando chegavam ao estúdio, Conde e Maia trocaram um aperto de mão e deram tapinhas nas costas. O clima cordial durou até o início do programa, quando Maia iniciou os ataques, dividindo suas críticas entre o atual prefeito e o governador Anthony Garotinho (PDT), principal cabo eleitoral de Conde.
Maia pôs em dúvida o caráter de Conde, dizendo que, quando era seu secretário de Urbanismo, o atual prefeito toda noite lhe levava um bombonzinho com licor. Seu caráter está sendo testado, provocou. Num contra-ataque, Conde apelidou Maia de trombeteiro do apocalipse e o chamou repetidas vezes de mentiroso e criador de factóides.
Mostrando um suposto documento oficial, Maia afirmou que a prefeitura não tem verba para manter o fornecimento de pão para creches. Esse é o programa social da prefeitura: muita propaganda, muita conversa fiada, mas falta dinheiro para comprar pão. Conde disse que o documento era falso e afirmou que Maia usa contatos na prefeitura para fabricar dossiês contra seu governo. Não acreditem nisso, população. Vocês que frequentam as nossas creches e escolas sabem que não falta pão nem merenda.
O tema da violência na cidade foi o preferido de Maia, que o usou para atacar Garotinho. O petebista disse que os dois últimos anos de seu mandato na prefeitura (1993-1996) foram marcados pela redução da criminalidade, graças ao seu estilo de comando. Repetiu várias vezes as palavras autoridade e ordem.
Essa maravilha toda não existia, respondeu Conde, que defendeu Garotinho, afirmando que os sequestros e roubos de carro vêm diminuindo no Rio: Seu prazer é destratar essa cidade.


