Os candidatos à Prefeitura do Rio, Luiz Paulo Conde (PFL) e Cesar Maia (PTB), não cumpriram as promessas de adotar discursos propositivos e partiram para ataques, troca de acusações e bate-boca no debate promovido nesta segunda-feira pela Rede Bandeirantes de TV.
Antes do debate, quando chegavam ao estúdio, Conde e Maia trocaram um aperto de mão e deram tapinhas nas costas. O clima cordial durou até o início do programa, quando Maia iniciou os ataques, dividindo suas críticas entre o atual prefeito e o governador Anthony Garotinho (PDT), principal cabo eleitoral de Conde.
Maia pôs em dúvida o caráter de Conde, dizendo que, quando era seu secretário de Urbanismo, o atual prefeito ‘‘toda noite’’ lhe levava um ‘‘bombonzinho com licor’’. ‘‘Seu caráter está sendo testado’’, provocou. Num contra-ataque, Conde apelidou Maia de ‘‘trombeteiro do apocalipse’’ e o chamou repetidas vezes de ‘‘mentiroso’’ e ‘‘criador de factóides’’.
Mostrando um suposto documento oficial, Maia afirmou que a prefeitura não tem verba para manter o fornecimento de pão para creches. ‘‘Esse é o programa social da prefeitura: muita propaganda, muita conversa fiada, mas falta dinheiro para comprar pão.’’ Conde disse que o documento era falso e afirmou que Maia usa contatos na prefeitura para fabricar dossiês contra seu governo. ‘‘Não acreditem nisso, população. Vocês que frequentam as nossas creches e escolas sabem que não falta pão nem merenda.’’
O tema da violência na cidade foi o preferido de Maia, que o usou para atacar Garotinho. O petebista disse que os dois últimos anos de seu mandato na prefeitura (1993-1996) foram marcados pela redução da criminalidade, graças ao seu estilo de ‘‘comando’’. Repetiu várias vezes as palavras ‘‘autoridade’’ e ‘‘ordem’’.
‘‘Essa maravilha toda não existia’’, respondeu Conde, que defendeu Garotinho, afirmando que os sequestros e roubos de carro vêm diminuindo no Rio: ‘‘Seu prazer é destratar essa cidade’’.

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