São Paulo - O ex-vice-governador do Estado do Rio de Janeiro Luis Paulo Conde assumiu ontem a presidência de Furnas Centrais Elétricas. Ele garantiu que vai ''trabalhar incansavelmente'' para cumprir os compromissos assumidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe, no que se refere à implantação de novas unidades que integrarão o sistema elétrico brasileiro.
O secretário de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Julio Bueno, representou o governador Sérgio Cabral, e o Ministério de Minas e Energia não enviou representantes. As informações são da Agência Brasil.
Em seu discurso, Conde que também foi prefeito do Rio e secretário de Cultura, revelou que o presidente Lula pediu, quando ele foi convidado para assumir o cargo, que colocasse Furnas voltada para o futuro. ''E é este o meu horizonte. É para lá que vamos'', afirmou.
Conde disse ainda que ''o Plano de Aceleração do Crescimento é a resposta aos diversos questionamentos dos segmentos da sociedade que, muito justamente, querem saber como conciliar desenvolvimento e respeito ao meio ambiente. Como crescer contemporaneamente? Como gerar energia suficiente para garantir a atividade econômica e o desenvolvimento do país, sem sacrificar a nossa qualidade de vida?''
Na avaliação de Conde, ''há um elenco de iniciativas importantes previstas no PAC e também contempladas nas políticas públicas do governo federal nas diversas áreas que vão assegurar este futuro que se está construindo''.
Conde também destacou o seu passado de engenheiro e arquiteto para garantir o êxito da nova missão. ''Acredito também, até por minha experiência como arquiteto e urbanista, que manutenção e conservação sejam palavras-chave para assegurar o bom desempenho do sistema. Assim como em uma casa, um edifício, uma cidade, a manutenção e a conservação são imprescindíveis para o bom funcionamento do todo, um capital físico instalado bem cuidado e conservado será determinante para que o sistema elétrico funcione perfeitamente''.
Realizada no Rio de Janeiro, a cerimônia de posse foi fechada e a imprensa foi impedida de entrar, segundo a assessoria de Conde por ''falta de espaço'' para acomodar os poucos jornalistas presentes.

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