Curitiba - A Comissão Executiva da Assembleia Legislativa apresentou ontem projeto que corta 120 cargos na Casa e prepara terreno para a realização do concurso público, prometido desde que Valdir Rossoni (PSDB) assumiu a presidência do Legislativo, em 2011. O projeto também agrupa os cargos em quatro carreiras: duas de nível superior (procurador e analista legislativo), uma de nível médio (técnico legislativo) e outra de nível básico (auxiliar administrativo).
A mudança mais radical é a extinção dos 120 cargos, reduzindo os quadros da Assembleia de 670 para 550 servidores. Está prevista a extinção dos cargos da área de saúde, como médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, biólogos, bem como os relacionados à Coordenadoria da Gráfica (editor, designer gráfico, arte-finalista, impressor e encadernador) e à Coordenadoria de Segurança, setores que foram extintos em 2011. No entanto, a lei assegura a permanência dos atuais ocupantes nos cargos a serem extintos, mantidos direitos e obrigações, até a vacância dos postos.
O projeto prevê ainda a substituição de ao menos 50 cargos comissionados por servidores aprovados em concurso que a Comissão Executiva promete realizar este ano. "Além disso, vamos contratar procuradores, pois estamos com procuradores emprestados do governo, não temos contadores. E queremos contratar servidores para as comissões, que hoje são nomeações políticas. Queremos técnicos específicos, que entendam dos temas de cada comissão", justifica Rossoni.
Ele considera a realização do concurso e a reforma do Regimento Interno a "coroação" de seu mandato, que começou em 2011, após o escândalo dos diários secretos e com uma reforma administrativa provocada pelo rompimento com o sindicato dos servidores da Casa, liderado pelos chefes da segurança.
O deputado reconheceu, no entanto, haver resistência para a votação do novo Regimento, que prevê o fim da reeleição para a Mesa, mais rigor nos critérios para a transformação do plenário em comissão geral e o corte de alguns cargos comissionados, entre outras mudanças. "Estamos discutindo com a comissão executiva e com as lideranças o melhor momento para votar esse relatório, se antes ou depois das eleições, pois é um tema que gera uma polêmica danada."

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