Bruno Lopez, consultor eleitoral em Curitiba e ex-funcionário do Ibope e dona Tani Colaço, mulher do deputado estadual Toti Colaço (PMDB), canditatíssimo à reeleição, diretora da Difusora Cultura Iratiense, têm opiniões completamente diferentes sobre a influência do rádio e da tevê sobre as intenções de voto dos eleitores.
Para Bruno Lopez, que hoje responde pela ‘‘Experience Consultoria’’, é clara a vantagem dos políticos detentores de programas nos meios de comunicação. Segundo ele, ‘‘o candidato fica exposto num horário regular’’, que mexe com a cabeça do eleitor. ‘‘A concorrência se torna desleal frente aos outros candidatos, que não têm o mesmo espaço’’, acrescenta.
Sobre a busca crescente dos horários pagos em rádio e tevê, por interessados em fazer na política, o consultor eleitoral afirma que ‘‘a estratégia é boa’’, apesar de defender o freio dado pela legislação eleitoral. ‘‘É uma alternativa que vem se buscando. Mas a mídia não basta, o candidato precisa mostrar consistência e muito corpo-a-corpo para os eleitores em potencial’’, ressalva.
Dona Tani Colaço dirige a Difusora de Irati, em nome do marido, há anos. Ela admite que o programa ‘‘Conversa franca com o deputado Toti Colaço’’, apresentado todos os sábados, trabalha com assistencialismo, principalmente junto aos aposentados. ‘‘Mas isso não reflete nas urnas nem faz que o candidato se eleja’’, garante.
Ela é contra o artigo que obriga os candidatos a deixarem seus programas no dia 2 de agosto próximo. ‘‘O médico-candidato e o dentista não precisam sair. Por que é que com os comunicadores tem de ser diferente. O Toti (Colaço) é também advogado. Não assina nada, mas ajuda as pessoas durante o seu programa’’, alega. (L.D)

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