Conclusão de obras da Santa Casa depende de assinatura de convênio
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Chiara PapaliReportagem Local 
Uma obra que promete praticamente dobrar as vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina depende apenas da assinatura de um convênio com o governo federal. Ontem, uma comitiva do hospital esteve na FOLHA, com o superintendente José Eduardo de Andrade Vieira, para pedir apoio para a causa. Segundo o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, a emenda que prevê recurso de R$ 26 milhões para a obra já está aprovada, e é preciso agora assinatura de convênio com o Ministério da Saúde para efetivar o recebimento de recursos federais.
Com o dinheiro será possível retomar uma obra que começou 15 anos atrás e que há quatro está parada. Segundo Haddad, o projeto prevê o aumento de 125 leitos de internação e mais 40 de UTI. Hoje, são 367 leitos de internação e 36 leitos de UTI. O aumento, segundo ele, não resolve, mas
ameniza o problema de superlotação de UTIs nos hospitais de alta complexidade e que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina. Cerca de 60% dos atendimentos na Santa Casa, segundo ele, são SUS.
A obra começou em 1993, e em 1999 veio o último recurso. Conseguimos tocar a obra até 2004 e desde então ela está parada. Só falta empenhar e assinar o convênio para que possamos retomá-la, explicou Haddad. A previsão, com novas verbas, é que a obra seja concluída em 18 a 24 meses no máximo.
Hoje a área já construída é de quase 10 mil metros quadrados, e com a retomada da obra deve chegar a pouco mais de 16 mil. O projeto também prevê o funcionamento de um pronto-atendimento e um heliponto, além da criação de 900 empregos diretos.
Haddad lembrou que na última semana o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo Silva, esteve em Londrina para assinar a doação de uma área que pertencia ao antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC) para o Hospital Universitário (HU). A estrutura de 2,8 mil metros quadrados em um terreno de 23 mil metros vai abrigar um Centro Regional de Reabilitação Física, antiga reivindicação do HU, além de um centro de atenção psicossocial e um centro de manutenção de equipamentos, entre outros. A idéia é que o almoxarifado do HU seja transferido para o local e as áreas livres sejam aproveitadas para ampliar o atendimento. Já tivemos aprovadas verbas para o teatro e para a escola federal tecnológica em Londrina, e agora tem que chegar a vez da saúde, disse Haddad.
Junto com o superintendente da Santa Casa estiveram na FOLHA o provedor da instituição José Cyrillo Silveira Mendes, Omeletino Benato, do conselho administrativo, Irmã Elvira Maria Lawand e Dom Albano Cavallin, arcebispo emérito de Londrina.


