A Polícia Civil de Londrina concluiu sete dos 14 inquéritos sobre os desvios de recursos da prefeitura, no chamado escândalo AMA/Comurb. O trabalho é comandado pelo delegado do 2º Distrito Policial, José Arnaldo Peron Martins, que ontem não foi encontrado pela reportagem.
Os inquéritos têm mais de 20 pessoas indiciadas, entre elas o ex-prefeito Antonio Belinati (PL), o ex-secretário de Governo, Gino Azzolini Neto e o empresário Cassimiro Zavierucha, o ''Carlos Júnior'', considerado o caixa de campanha de Belinati. Entre os crimes atribuídos a Belinati estão formação de quadrilha e peculato.
As fraudes começaram a ser investigadas há dois anos e meio pelo delegado do 4º DP, Joaquim Antonio de Melo, após determinação do Ministério Público. O ex-delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha, chegou a transferir as investigações para Curitiba. No início do ano passado, o caso foi transferido para o delegado Peron, que na época era o titular do 6º DP.
O chefe da 10 Subdivisão Policial, Gilson Garrette Algauer justificou o longo período para a conclusão dos inquéritos. ''Esses inquéritos demandam diligências complexas, entre as quais perícias contábeis que levam algum tempo, não depende só da autoridade policial'', afirmou.
Os inquéritos encaminhados à Justiça envolvem as empresas Gomes & Amâncio, Mecânica Três Marcos e Londri-Areia (de Londrina), além da Sistema, Design e Arquitetura e Edificadora Vêneto, de Curitba.

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