Com o depoimento do ex-diretor de Operações da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho ontem à tarde, o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Londrina, Alan Flore, concluiu o inquérito instaurado em maio, originado das investigações que levaram à cadeia cinco pessoas ligadas ao ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) acusados de envolvimento na tentativa de compra de voto do vereador Amauri Cardoso (PSDB) para não abrir a Comissão Processante da Centronic (que acabou cassando o mandato de Barbosa).
O inquérito apura suspeita de corrupção em projeto de lei que beneficiaria a Universidade Norte Paranaense (Unopar) com isenção tributária; na manutenção da ''Lei da Muralha'', que impedia a instalação de supermercados e lojas de material de construção em uma grande área da cidade (e foi revogada pela Câmara após as investigações); e a denúncia do vereador Rony Alves (PTB) de oferecimento de vantagem para um de seus assessores.
São investigados neste inquérito o dono do Grupo Muffato, Ewerton Muffato, e o dono do depósito Sanderson, Anderson Fernandes, que chegou a ser preso por ter supostamente oferecido propina ao vereador Roberto Fú (PDT). O Ministério Público (MP) chegou a pedir a prisão de Muffato por envolvimento nos mesmos fatos, mas a ordem foi negada.
O delegado deve indiciar as pessoas que cometaram atos ilícitos, relatar o inquérito e encaminhar ao Ministério Público. ''Não são necessariamente os mesmos indiciados que foram denunciados naquele primeiro inquérito. Mas não posso adiantar nomes ou as conclusões.''
Alysson Carvalho, acompanhado da mulher e do advogado Miguel El Kadri, não deu entrevista. El Kadri disse que tratou-se apenas ''de confirmar o que já estava no processo''. Sobre o envolvimento de seu cliente, afirmou que ''não existe nenhuma responsabilidade. ''Estão tentando imputar uma conduta que nunca existiu.''

mockup