Curitiba - O presidente regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) no Paraná, João Chiminazzo Neto, refutou a alegação da Secretaria de Estado dos Transportes de que o pedágio sofreu reajuste maior pela primeira vez este ano devido a um acordo firmado no governo Jaime Lerner (PSB). Em junho de 1998, às vésperas de sua reeleição, Lerner baixou pela metade as tarifas do pedágio no Estado. As concessionárias conseguiram na Justiça o direito de voltar a cobrar as tarifas originais.
Segundo a Secretaria dos Transportes, as concessionárias teriam feito um acordo com o governo Lerner para que o ressarcimento do prejuízo fosse cobrado a partir de 2003. Chiminazzo afirma que a questão é mais complexa, e que o argumento da secretaria é uma forma de tentar culpar a outra gestão pelos reajustes.
As concessionárias pretendem apresentar hoje o valor dos ''degraus'' a serem cobrados. Segundo o presidente da ABCR, outras variáveis além da redução de 50% promovida por Lerner entram nos cálculos. O cancelamento ou adiantamento de obras previstas no contrato de concessão podem alterar o valor das tarifas de forma diferente para cada concessionária, e esses degraus já foram aplicados anteriormente.

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