Concessionárias pedem reajuste de até 18%
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terça-feira, 15 de novembro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) tem até quinta-feira para dar uma resposta ao pedido de reajuste das tarifas de pedágio feito pelas concessionárias. Os índices, segundo o governo, variam de 7,12% a 18,52% para as 27 praças existentes no Estado. O aumento passaria a vigorar em 1º de dezembro. O governador Roberto Requião (PMDB) antecipou, ontem, que o governo não concorda com os reajustes solicitados e que tentará impedir, na Justiça, a elevação das tarifas. Nos últimos embates judiciais, no entanto, o governo saiu perdendo.
''Estou horrorizado com o comportamento das concessionárias. O lucro delas é astronômico. Elas não fazem nada nas estradas e ainda pedem aumento das tarifas. Vamos mais uma vez recorrer e entrar com ações contra todos os pedidos'', afirmou Requião, em nota distribuída pela Agência Estadual de Notícias.
Por meio da assessoria de imprensa, o DER também adiantou que a majoração das tarifas pode ser classificada de ''abusiva'', considerando a estimativa de arrecadação das concessionárias para este ano. Segundo o órgão, até dezembro de 2005, as seis empresas devem arrecadar cerca de R$ 620 milhões para administrar somente 2,5 mil quilômetros de rodovias. Em 2004, a arrecadação havia sido próxima de R$ 540 milhões.
O DER também alega que o reajuste é injustificável, pois as empresas não estariam cumprindo intervenções de grande porte, como construção de contornos e marginais e duplicação de trechos. As obras, segundo o órgão, foram postergadas para os últimos anos de contrato, conforme aditivos assinados na gestão passada.
O diretor regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, disse, por meio da assessoria de imprensa, que a reação do governo ao pedido de aumento era previsível, mas não tem justificativa. ''Neste governo, sempre que chega a época do reajuste anual de tarifas eles começam a fazer um grande show. Se nós cumprimos todos os nossos compromissos com os usuários, e também com o próprio governo, não há qualquer razão para que ele não cumpra conosco. Contra fatos, não há argumentos. Nós já fizemos muito pelo Paraná e vamos continuar fazendo. Esta é a nossa missão. Nós não podemos ser responsabilizados pelo que não nos cabe'', declarou.


