Curitiba As seis concessionárias que administram as rodovias pedagiadas do Paraná já entregaram ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) o índice de reajuste que pretendem aplicar às tarifas a partir do dia 1º de dezembro. O DER, no entanto, prefere ainda não divulgar esse percentual. A alegação do DER é de que todos os cálculos feitos pelas concessionárias que justificam os aumentos pleiteados precisam ser conferidos e aprovados pelo governo, antes de serem divulgados oficialmente. Essa divulgação deve acontecer na última semana do mês. Nos bastidores, o que se comenta é que as empresas pleiteiam um aumento de 11%.
Ontem, o vice-governador eleito Orlando Pessuti (PMDB) reafirmou a promessa do governador eleito Roberto Requião (PMDB) de chamar os diretores das concessionárias e propor a redução das tarifas. ''Já fizemos um apelo para que as concessionárias não aumentassem as tarifas, mas a decisão não cabe a nós'', disse. Ele informou também que a equipe de transição continua reunindo material números, planilhas etc. para embasar qualquer atitude do novo governo que envolva o pedágio.
Uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), expedida no dia 6 deste mês e divulgada ontem pela Folha, pode se tornar mais uma arma de Requião na sua briga contra o pedágio no Estado. O ministro Walton Alencar Rodrigues determinou que o DER refaça os cálculos das tarifas praticadas pela Rodonorte, a concessionária que opera o maior trecho de rodovias no Estado.
Isso não significa dizer que o preço da tarifa praticado hoje esteja acima do que seria o correto. A auditoria que embasou o parecer do ministro aponta necessidade de revisão em itens que podem tanto reduzir quanto aumentar o valor praticado atualmente. Mas a auditoria aponta uma série de falhas no processo utilizado pelo governo do Estado para calcular as tarifas iniciais do pedágio.
O ministro também ordena que o Estado não faça mais concessões usando o modelo de licitação adotado na criação do Anel de Integração. Se houver novas concessões de rodovias federais no Estado, por determinação do TCU, o critério adotado para eleger o vencedor do processo deve ser a oferta da menor tarifa.
Os representantes dos usuários na Comissão Tripartite de Fiscalização das Rodovias Pedagiadas não tinham uma posição formada, ontem, sobre a determinação do TCU. Dois dos cinco representantes dos usuários que integram a comissão disseram que suas funções limitam-se a fiscalizar a execução de obras e que, portanto, não poderiam se manifestar sobre composição de tarifas.

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