Curitiba - O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, contestou ontem a posição do governo Roberto Requião (PMDB), defendida nos últimos dias, de que as concessionárias poderiam ter que ressarcir os cofres do Estado, por conta de seus lucros, que já ultrapassam um R$ 1 bilhão.
De acordo com Chiminazzo, as seis concessionárias instaladas no Paraná têm um déficit contábil de R$ 760 milhões, desde 1998 (quando começou a cobrança) até maio deste ano. Chiminazzo apresentou números para explicar esse saldo negativo. A receita de 1998 a maio de 2003, segundo a ABCR, foi de R$ 1,5 bilhão. As despesas no mesmo período somaram cerca de R$ 1,2 bilhão o que gerou uma sobra de R$ 284 milhões. Somente em impostos (federais e municipais), as empresas dizem ter desembolsado R$ 114 milhões. Subtraindo os impostos, o restante ficaria em R$ 170 milhões. ''Mas foram investidos R$ 930 milhões, em obras e equipamentos'', argumentou Chiminazzo. Essa matemática explicaria, segundo ele, um déficit de R$ 760 milhões das concessionárias.
''Todos esses números estão no Departamento de Estradas e Rodagem. O governo tem conhecimento disso'', disse.

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