Curitiba - A equipe de transição do governador eleito Roberto Requião (PMDB) tem 12 dias para para tentar evitar que o aumento de cerca de 11% nas tarifas de pedágio entre em vigor a partir do dia 1º de janeiro. Normalmente, o índice de reajuste e o valor das novas tarifas são divulgados de três a cinco dias antes de entrarem em vigor. Portanto, a divulgação do novo valor das tarifas é esperada a partir do dia 26 deste mês. O vice-governador eleito Orlando Pessuti disse que teve acesso a essa informação extra-oficialmente.
O contrato firmado entre o Estado e as concessionárias estabelece que o governo se manifeste sobre o pedido de reajuste apresentado pelas empresas, num prazo máximo de cinco dias após a entrega das planilhas. Como essas planilhas são elaboradas levando em consideração vários índices, divulgados normalmente no dia 15 de cada mês, acredita-se que as concessionárias encaminhem o pedido de reajuste para o governo ainda hoje.
A equipe de transição que representa Requião já solicitou à equipe do atual governo que evite o aumento. Além de tentar evitar o reajuste, a equipe tenta impedir que duas novas praças de pedágio sejam instadas na região de Araucária.
As concessionárias ainda não receberam convite para discutir o assunto. O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) da diretoria regional do Paraná, João Chiminizzo, disse que as seis concessionárias que atuam no Estado estão dispostas a atender o chamado do novo governo para rever os contratos. Porém, não se mostram dispostas a abrir mão do reajuste. Chiminizzo lembrou que outras tarifas públicas, como luz, água e telefonia, sofreram reajustes e questiona: ''Será que as concessionárias de rodovias precisam arcar com prejuízos e quebrar?''.

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