Concentração de recursos de programa gera debate na AL
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - A concentração de recursos do programa Paraná Competitivo nas regiões metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais foi alvo de polêmica ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Conforme reportagem publicada pela FOLHA na última segunda-feira, a capital e Ponta Grossa concentram R$ 19 bilhões dos R$ 20,7 bilhões de investimentos privados, o que equivale a 92%.
O deputado Tercílio Turini (PPS) subiu no plenário para informar que irá enviar hoje um requerimento ao secretário estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, cobrando explicações. Em entrevista ao jornal, Barros explicou que o governo tem feito esforços para interiorizar os investimentos, mas que os incentivos fiscais oferecidos não seriam suficientes para convencer os empreendedores. "Enquanto há municípios que recebem R$ 3 bilhões, Londrina concentra apenas 0,09% do total (de recursos do programa). Ou seja, há um desequilíbrio. Queremos saber, em detalhes, por que não acontece esse tipo de investimento na nossa região", afirmou Turini.
De acordo com o presidente estadual do PT, Enio Verri, o Paraná Competitivo é benéfico para a população paranaense, entretanto, alimenta um vício, pois trabalha com a lógica do livre mercado. "Cabe ao governo intervir para diminuir essas diferenças. Por exemplo: se a empresa vai se instalar em Curitiba, que ela cumpra o que a lei manda, sem desconto (de imposto) nenhum. Mas se vai investir em Ivaí, que é uma cidade muito pobre, que o ICMS seja dilatado; 90% por dez anos, pois essa empresa se instalando lá irá gerar mais progresso."
Já o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), que é aliado do governador Beto Richa (PSDB), falou que a diferença de investimentos se dá muito mais devido a um problema estrutural do Estado. "Eu mesmo se fosse construir uma indústria hoje faria em Ponta Grossa ou Curitiba, por conta do custo. O que precisamos é que o planejamento seja feito em conjunto com o governo federal. Se isso acontecer, quem vai ganhar é o povo paranaense", discursou.


