Conceder vantagem em troca de votos é crime
O promotor eleitoral de Londrina, Cláudio Esteves, adverte que a concessão de vantagens em troca de votos é crime grave e tem que ser levado ao conhecimento do Ministério Público e Justiça Eleitoral. Desde o início do período eleitoral, Esteves esclarece que não recebeu ainda nenhuma denúncia grave a respeito de práticas clientelistas, mas não arrisca comentar que elas de fato não estejam ocorrendo. Uma eleitora, que não quis se identificar, adimite que recebeu de um comitê uma cesta básica como ajuda. ''Não é sempre que podemos contar com a cesta, mas recebi'', afirmou a O.G., 40 anos.
''Me surpreende a falta de informação das pessoas'', diz. ''Recebemos até pedidos de universitários propondo espaço para a candidata discursar na cerimônia de formatura em troca de ajuda'', destaca Líria Yurika Oikawa, coordenadora de campanha de um candidato a deputado.
A pena para o candidato flagrado comprando votos pode chegar à cassação do registro da candidatura. Por isso, o discurso unânime das coordenações de campanha ao negar a prática e impor cautela no trato com os eleitores. Mas como se explica tamanho assédio nos comitês? ''Já nos pediram até caminhões para mudança. Houve até pedidos de carros e com a marca escolhida'', diz a coordenadora de campanha, Fernanda Janene.
A oportunidade gerada pelas eleições fez com que algumas entidades mudassem até o calendário de festividades do ano. ''Nós recebemos pedidos para ajudar nas festas do Dia das Crianças (12 de outubro), que foram antecipadas para antes do dia 6'', relata Fernanda.





