Agência O Globo
Os chefes de Estado que participaram da Cimeira comprometeram-se, na Declaração do Rio, a assumir 22 compromissos na área política, dos 69 acertados. Eles se propõem a aprofundar os diálogos institucionais entre América Latina e Europa; proteger todos os direitos humanos; rejeitar todas as formas de intolerância (xenofobia, racismo); defender os princípios de um Judiciário independente; e reconhecer a importância das normas referentes à responsabilidade jurídica do indivíduo que comete crimes de repercussão internacional.
Além disso, eles se comprometem a proteger os direitos das populações indígenas; intensificar esforços para tornar compatível o crescimento econômico e a proteção ambiental. A Declaração trata também da pobreza e desigualdade social. Os chefes de Estado se comprometem a dar prioridade à superação da pobreza, da marginalização e exclusão social.
O documento reconhece ainda que na maioria dos países, os recursos internos são insuficientes para implementar as ações propostas no plano internacional para promoção do desenvolvimento sustentável.
Em seus aspectos políticos, a Declaração destaca o compromisso com o processo de desarmamento nuclear e químico. O documento informa que os países irão intensificar esforços para prosseguir no processo de desarmamento com ênfase na destruição de armas.
As nações vão entrar na luta contra a acumulação excessiva e desestabilizadora de armas de pequeno porte e armamentos leves. Os chefes de Estado pretendem também atacar o problema das drogas e da corrupção.
O espanhol José Maria Aznar propôs ontem que a próxima Cimeira, no primeiro semestre de 2002, seja realizada na Espanha.

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