Compra de móveis também está suspensa
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
Além da licitação para aquisição de equipamentos médicos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará (Zona Oeste), em Londrina, outra compra para a mesma unidade está suspensa e também por problemas relativos a orçamentos. O teto do edital era de R$ 165 mil e a intenção era comprar móveis e utensílios para a UPA, como ventiladores, fogões, geladeiras, mesas, fornos de micro-ondas e lixeiras. A suspensão ocorreu em 30 de outubro, também após questionamento do Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL).
Os preços de duas lixeiras são questionáveis. Conforme o edital, uma delas, com capacidade de 100 litros, com pedal, de alta resistência, com duas alças laterais, foi cotada a R$ 263; porém, outra com menor capacidade - 35 litros - e sem especificação, foi cotada pelo município a R$ 689,35 a unidade. O pedido incluia 70 lixeiras, o que custaria mais de R$ 48 mil.
Quanto à primeira licitação, suspensa na sexta-feira passada, os problemas eram preços até 1.500% maiores que cotação feita pelo OGPL, além de empresas que forneceram orçamentos com endereços duvidosos.
O edital para esta compra foi lançado em 17 de julho, ainda na gestão do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT), e suspenso no final daquel mês, após impugnação de uma das empresas que participava da licitação. O OGPL solicitou informações e começou a analisar os preços. O edital foi relançado em 23 de outubro, já no governo de Gerson Araújo (PSDB), com pequenas modificações, como a exclusão de um lote de produtos.
O secretário de Gestão Pública, Denilson Novaes Vieira, disse ter repassado os questionamentos do OGPL à Controladoria e à Corregedoria para apurar eventual má fé de quem formulou os preços. O secretário de Saúde, Edson Antonio de Souza, foi procurado exaustivamente durante toda a tarde de ontem, em seu celular e no gabinete, mas não deu retorno à solicitação de entrevista.


