Compra de combustíveis é investigada em Bela Vista
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Luciano Augusto Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores de Bela Vista do Paraíso (40 km a norte de Londrina) adiou para a próxima terça-feira a votação de um requerimento que pedia a instauração de uma comissão processante para investigar possíveis irregularidades na compra de combustíveis para abastecer a frota do município. Por sete votos a três (uma abstenção), os vereadores decidiram retirar de pauta o pedido.
Segundo o vereador Júlio César Moliani (PSC), que assina o requerimento, a denúncia foi recebida por ele em abril deste ano e apontava que um ônibus da Prefeitura, que estaria fora de uso há cerca de três anos, estaria sendo abastecido em um posto de combustíveis da cidade. As placas do ônibus AIU 9298 aparecem em quatro notas fiscais anexadas ao requerimento. Além dessa suspeita, o vereador aponta também que o preço do litro do óleo diesel vendido à Prefeitura é maior do que o vendido aos demais consumidores e praticado em outros postos. Para o município, o valor do litro foi de R$ 1,52 entre os dias 4 e 11 de março, em outro posto, o diesel poderia ser comprado a R$ 1,38, em 9 de março. Em 9 de abril, o valor do litro do diesel era de R$ 1,498.
Outro indício de irregularidade que justificaria a instauração da comissão, segundo Moliani, refere-se à um processo convite promovido pela Prefeitura para aquisição de 30 mil litros de gasolina, no início de julho do ano passado. Naquela ocasião, o posto vencedor ofertou o combustível a R$ 2,33 o litro, com prazo de pagamento de 30 dias. Numa pesquisa junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP), o vereador descobriu que o preço médio do combustível na região metropolitana de Londrina, da qual Bela Vista faz parte, era de R$ 1,93.
O prefeito Roberto Pimenta (PSDB) explicou que houve uma falha no Departamento de Compras, ''gerando o mal entendido''. Segundo ele, a Prefeitura um dos quatro ônibus que fazem o transporte escolar foi retirado de circulação.
Após uma licitação, um novo ônibus foi colocado na linha do antigo. ''Tanto o motorista quando o chefe do Departamento de Compras esqueceram de dar baixa na placa do antigo ônibus no sistema e continuaram abastacendo o ônibus novo com o registro do antigo'', justificou. Pimenta afirmou que irá abrir inquérito administrativo sobre o caso para ''dar uma satisfação à população''.
Sobre o valor pago pelo combustível da frota municipal, Pimenta explicou que na nota saía o valor registrado na bomba do posto mas que depois era dado o desconto e a prefeitura pagava o valor determinado na licitação.


