Compra de ações da Elejor pela Copel depende dos deputados
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sábado, 10 de janeiro de 2004
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Quando os deputados estaduais voltarem aos trabalhos, em meados de fevereiro, terão que analisar um assunto fundamental para o atual governo Requião: autorizar a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a adquirir 30% das ações ordinárias da Centrais Elétricas do Rio Jordão S/A (Elejor). Quando assumiu, o governador Roberto Requião (PMDB) determinou que a Copel deveria rever as parcerias e permanecer apenas naquelas em que fosse sócia majoritária.
Em 29 de dezembro de 2003, a Copel divulgou ao mercado a aquisição das ações, que pertenciam à Triunfo Participações e Investimentos S/A. Além da aprovação do poder legislativo, o negócio precisa ainda do aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com a assessoria de imprensa da Copel, ainda não foi feito pedido à Aneel, já que a Assembléia Legislativa tem o poder para autorizar ou impedir a transação.
Se o negócio for aprovado, a Copel contará com 70% da Elejor, que possui concessão para exploração, operação e comercialização do complexo Santa Clara e Fundão, no Rio Jordão. Os outros 30% pertencem à empresa Paineira, do empresário Donato Gulin. O governo também ficará livre da parceria indesejada com a Triunfo. A Triunfo Construtora, que faz parte do grupo, foi declarada inidônea pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelas obras na BR-487, a Estrada da Boiadeira, que liga Campo Mourão a Porto Camargo. O governador determinou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Secretaria de Estado da Segurança investiguem as suspeitas de fraudes.
Também no final de dezembro, a Copel anunciou a venda da participação na Companhia Campos Novos (Enercam), de Santa Catarina, para a Companhia Brasileira de Alumínio e a Companhia Níquel Tocantins. A Copel detinha apenas 16,7% das ações. De acordo com a assessoria de imprensa, essa transação não depende de aprovação da Assembléia Legislativa. A Copel está estudando todas as sociedades, para definir a possibilidade de se tornar sócia majoritária ou vender a participação. O valor dos dois negócios não é divulgado pela empresa.


