Compra da UEGA é aprovada com emendas
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terça-feira, 23 de maio de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Assembléia Legislativa aprovou ontem por unanimidade o pedido de compra, pela Copel, das ações da empresa norte-americana El Paso na Usina Elétrica à Gás de Araucária (UEGA) por US$ 190 milhões. O plenário foi transformado em Comissão Geral para que as emendas pudessem ser analisadas durante as discussões e uma sessão extraordinária foi realizada. Por isso, o projeto foi votado até a redação final ontem. Uma emenda da bancada de oposição, que prevê que antes da compra a El Paso tem que retirar a ação que move contra o Estado na Câmara Arbitral de Paris, também foi aprovada. Com a compra a Copel passa a ser sócia majoritária na Usina com 80% das ações. Os outros 20% pertecem à Petrobras, que já deu aval positivo ao negócio.
A bancada aliada ao governo resolveu acatar a emenda diante da urgência que o governo tem em comprar a UEGA. O plenário foi transformado em Comissão Geral para evitar que após a primeira discussão, quando foram apresentadas três emendas, o projeto voltasse à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que poderia atrasar a votação em mais uma semana. Como o governador Roberto Requião (PMDB) rompeu o contrato entre a Copel e a El Paso quando assumiu o Estado em 2003 com o argumento que a Usina é incompatível com o sistema brasileiro e o Estado pagaria então por uma energia não produzida, a empresa norte-americada entrou na Justiça pedindo uma indenização de US$ 827 milhões.
Uma outra emenda, apresentada pelo deputado Reni Pereira (PSB), que previa que a Usina, que receberá investimentos do Estado de cerca R$ 50 milhões para ser transformada em bicombustível gás e óleo diesel , use álcool no lugar do gás foi transformada em indicação. ''O projeto especifica que a Usina deverá operar com a compra e venda de gás. Por isso a emenda não poderia ser apresentada ao projeto. Contudo, caso o governo considere a implantação da usina bicombustível, esperamos ter nossa proposta aceita'', explicou o parlamentar.


