A possibilidade de Londrina passar por um novo segundo turno entre Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT), caso Antonio Belinati (PP) não consiga restabelecer seu registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode levar a uma reacomodação dos apoios políticos verificados no primeiro e segundo turno.
Partidos como PTB, PPS e PSB, por exemplo, fizeram parte da coligação do pedetista, no primeiro turno, e migraram para Hauly no segundo. Na avaliação do diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ivan Gradowski, ''não há como se manter as coligações se um candidato (Antonio Belinati) tem seu registro cassado. ''O quadro muda completamente e evidentemente novas formações devem acontecer. As coligações se extinguem após as eleições'', disse.
O diretor do Tribunal também acredita que não se pode obrigar os partidos a retomar os acordos do primeiro turno porque a presença de Belinati na disputa influiu nas formação das coligações. Gradowski ressaltou, porém, que o TRE não se posicionou sobre o assunto.
Além das siglas que deixaram a coligação de Barbosa Neto, permanece indefinida a posição dos partidos que tiveram candidatos próprios no primeiro turno e passaram a apoiar Hauly quando o adversário era Belinati. O PT, por exemplo, argumentou claramente que a opção pelo tucano refletia a forte rejeição ao nome de Antonio Belinati.
Para Gradowski, a Justiça Eleitoral deverá emitir uma posição oficial sobre as composições apenas se houver uma ''reclamação''.''Não creio que o TSE ou o TRE vão fazer uma deliberação prévia sobre isso'', disse.
A eventual nova votação deverá ocorrer a partir de fevereiro de 2009, na visão do diretor-geral do TRE. De acordo com ele, dificilmente o TSE vai conseguir julgar todos os processos que influenciam as eleições de Londrina e publicar os acórdãos ainda este ano. A partir de 20 de dezembro a Justiça Eleitoral entra em recesso.
Adiamento
O julgamento dos recursos de defesa de Antonio Belinati e da consulta administrativa 1.657, que deve definir o desfecho das eleições, não entrou na pauta de ontem do TSE. Os ministros Eros Grau e Joaquim Barbosa, que pediram vistas dos dois processos, não participaram da sessão.

mockup