Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (PFL), convocou para a próxima segunda-feira uma reunião com os líderes dos partidos para discutir a composição da CPI que vai investigar os repasses de verbas públicas para organizações não-governamentais (ONGs) no Paraná. Justus classificou como precipitada a indicação de nomes feita anteontem, quando foi criada a CPI. Para ele, ainda deve ser discutida a questão da representação proporcional das bancadas.
A preocupação de Justus se justifica porque, caso a proporcionalidade seja obedecida, o PTB, partido do deputado Fábio Camargo (PTB), autor do pedido de CPI, ficaria fora da comissão. ''Nenhum partido deveria ter indicado nomes para a CPI, porque ainda vamos discutir a proporcionalidade na reunião com as lideranças'', criticou.
Para tentar encaixar Camargo na CPI, a hipótese mais provável é que o PMDB, partido com maior bancada e que tem direito a indicar dois integrantes, abra mão de uma de suas vagas. ''Já temos esse acordo com o PMDB, que mostra que o governo não tem nada a temer com a CPI'', afirmou o petebista. Além do PMDB, os partidos que têm direito a indicar deputados para integrar a CPI são: PSDB, PFL, PT, PP e PSB.
A criação da CPI foi criticada ontem pelo líder do PT na Assembléia, deputado Elton Welter. Para ele, deveriam ser criadas comissões apenas para apurar denúncias sobre fatos específicos. Ele negou que as críticas seriam uma forma de o partido defender o ex-secretário do Trabalho Padre Roque Zimermann. Na semana passada surgiram denúncias de que a secretaria teria feito repasses irregulares a ONGs. Zimermann nega.

mockup