Os elei­to­res de­vem es­tar can­sa­dos de ver na mí­dia o ‘‘an­tes e ­depois’’ de can­di­da­tos a car­gos po­lí­ti­cos. A apa­rên­cia fí­si­ca de qual­quer can­di­da­to teo­ri­ca­men­te não de­ve­ria in­fluen­ciar o vo­to de nin­guém e, por is­so, es­sas mu­dan­ças se­riam ape­nas ques­tões de es­té­ti­ca. Cer­to? Não é bem as­sim.
Uma pes­qui­sa pu­bli­ca­da es­te mês pe­lo Ins­ti­tu­to de Tec­no­lo­gia de Mas­sa­chu­setts (MIT) con­cluiu que os elei­to­res es­co­lhem os can­di­da­tos que pos­suem a me­lhor apa­rên­cia. O es­tu­do foi fei­to com pes­soas dos Es­ta­dos Uni­dos e da Ín­dia por te­rem per­fis de elei­to­res com­ple­ta­men­te di­fe­ren­tes. Os en­tre­vis­ta­dos ana­li­sa­ram 122 fo­tos de can­di­da­tos do Bra­sil e do Mé­xi­co e se­le­cio­na­ram os me­lho­res ocu­pan­tes pa­ra os car­gos pú­bli­cos. A pes­qui­sa não le­va­va em con­ta op­ções po­lí­ti­cas, par­ti­dos ou ques­tões ideo­ló­gi­cas.
Os elei­to­res dos ­dois paí­ses con­cor­da­ram em 75% dos ca­sos em re­la­ção aos can­di­da­tos do Bra­sil, e 80% em re­la­ção aos do Mé­xi­co. Por sua vez, os pes­qui­sa­do­res já ti­nham pre­vis­to ­quem se­riam os ven­ce­do­res sim­ples­men­te le­van­do em con­ta a apa­rên­cia dos po­lí­ti­cos, e acer­ta­ram 68% do re­sul­ta­do dos can­di­da­tos do Mé­xi­co e 75% dos can­di­da­tos do Bra­sil.
A pes­qui­sa de­mons­trou, por­tan­to, que pes­soas de to­do o mun­do têm ­ideias si­mi­la­res de co­mo um ‘‘­bom’’ po­lí­ti­co de­ve apa­ren­tar. ‘‘Can­di­da­tos que apa­ren­tam ser ar­ro­gan­tes ou ‘­mandões’ não con­quis­tam vo­tos com fa­ci­li­da­de. A ten­dên­cia é que as pes­soas es­co­lham os ­mais sim­pá­ti­cos e que te­nham a ima­gem bem ­trabalhada’’, afir­ma o cien­tis­ta po­lí­ti­co Má­rio Le­pre.

● Na hora de votar, é importante escolher políticos com passado limpo e propostas voltadas para a melhoria de vida da sociedade, sem se importar com a aparência

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