advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, foi absolvido, em São Paulo, pela comissão de ética do partido, que avaliou a conduta dele, enquanto filiado à legenda, no episódio conhecido como caso Cpem (Consultoria para Empresas e Municípios). Segundo o advogado de Teixeira, Adhemar Gianini, a comissão de ética sugere que a direção nacional do PT arquive o caso contra o cliente. ‘‘Não foi encontrado nenhum desvio ético de conduta’’, comentou Gianini.
As denúncias contra Teixeira partiram de outro filiado, o economista Paulo de Tarso Venceslau, que acusou o advogado de se aproveitar da amizade com Lula para beneficiar a empresa. A empresa firmou vários contratos sem licitação com prefeituras administradas pelo PT.
Até agora, porém, Venceslau não teve a mesma sorte e, em conversas reservadas, integrantes do diretório nacional admitem que ele deverá ser expulso da legenda.
A comissão de ética que analisou o comportamento do economista acabou se dividindo e, na segunda-feira, entregou à cúpula do PT dois relatórios com conclusões diferentes: um dos pareceres pede a expulsão do economista e o outro recomenda a pena de advertência.
O destino partidário de Teixeira e de Venceslau será decidido em reunião do diretório nacional do PT, marcada para o dia 12. Os 85 integrantes do diretório têm direito a voto nesse caso e tomarão uma posição com base nas conclusões dos relatórios apresentados pelas duas comissões de ética.

mockup