Como o esquema foi descoberto
O ex-presidente do Banestado Manoel Garcia Cid, o Neco Garcia, foi o primeiro a denunciar o esquema da Leasing. Em maio de 96 - Osvaldo Magalhães ainda respondia pela função - Garcia instaurou uma auditoria. Foi essa investigação interna, concluída em julho de 97, que deu suporte para a entrada do Ministério Público na apuração do escândalo.
Através de uma nota oficial, Neco Garcia acusou a existência de um esquema que movimentava propinas entre diretores, funcionários e empresas. A denúncia do ex-presidente forçou Lerner a desligar Osvaldo Magalhães da Banestado Leasing, mantendo-o entretanto no governo. Na época, como secretário de Esportes.
Tanto na auditoria como nos relatórios preliminares do M.P. ficou evidenciado o envolvimento de Euzir Baggio, que funcionava - de acordo com as investigações - como um intermediador dos contratos de leasing. Ele recebia uma comissão das empresas, repassando parte do dinheiro para funcionários de dentro do banco.
Estes funcionários facilitavam, como aval do comando da Leasing, as operações, sem qualquer respeito às normas do sistema financeiro e de alto risco para o Banestado, que pouco conseguiu resgastar dos R$ 87 milhões financiados a partir de meados de 95 até 96. O Ministério Público estima que foi movimentado R$ 1 milhão somente em propinas.





