COMO FUNCIONAM AS REMESSAS ILEGAIS PARA O EXTERIOR
- Pessoas físicas e empresas brasileiras enviavam recursos através de contas de laranjas para Foz do Iguaçu. O objetivo era evitar a tributação no Brasil ou esconder dinheiro obtido de forma ilícita (desvios de verbas públicas, narcotráfico, etc.)
- Em Foz do Iguaçu, uma mega lavanderia de dinheiro operava. Utilizando as contas CC-5, carros-forte, doleiros e agências de câmbio, o trajeto do dinheiro era mascarado antes de seguir para o Paraguai. Os principais bancos envolvidos com as remessas pela CC-5 eram o Banestado, Bemge, Banco do Brasil, Araucária e Rural. Estima-se que US$ 24 bilhões deixaram o país através de Foz desde 1996.
- Um dos caminhos descobertos para o esquema de lavagem de dinheiro era a agência do Banestado no Paraguai. De lá, o dinheiro era remetido para a agência do banco em Nova York, nos Estados Unidos.
- Dos Estados Unidos, o dinheiro era enviado para paraísos fiscais. A alta movimentação de recursos na agência motivou as autoridades americanas a investigar as operações realizadas pelo Banestado em Nova York.
- Dos paraísos fiscais, o dinheiro era supostamente remetido novamente ao Brasil. A legislação desses países, que prevê um anonimato maior das empresas que possuem contas em seus bancos, dificulta o rastreamento do dinheiro já ''lavado'' que retornava ao território nacional.





