Comitê tenta segurar PSBD
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terça-feira, 21 de julho de 1998
Christiane Samarco Agência Estado 
O comando da campanha do presidente Fernando Henrique quer pôr uma trava nos candidatos do PSDB ao governo nos estados em que a disputa entre aliados governistas possa atrapalhar sua reeleição. O conselho político da campanha mandou que todos os aliados redobrassem o esforço para pacificar o palanque da reeleição em todo o Brasil. O objetivo é o de preservar o palanque eletrônico de seu candidato, evitando que o PSDB crie problemas.
A direção do PSDB vai ter de segurar os candidatos que ameaçam recorrer à Justiça contra a participação do presidente no programa eleitoral gratuito dos partidos aliados que não participam das coligações locais, resumiu um dos conselheiros que participou da reunião de domingo no Palácio da Alvorada. O comando da reeleição quer a garantia de que os tucanos não tentarão impedir os adversários nos estados de usarem a imagem do presidente na televisão.
A dificuldade na reunião foi a ausência do presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL), que se encontra em Paris. Por isso mesmo, o secretário-geral do partido, deputado Arthur Virgílio Neto (AM), foi chamado ontem ao comitê central da campanha. A ordem é para que a direção do partido dê prioridade aos incêndios que ocorrem em Goiás, Pernambuco, Paraná e Bahia.
Em Pernambuco e Goiás o problema dos tucanos é o favoritismo do PMDB na disputa pelos governos estaduais. Os candidatos do PSDB - senador Carlos Wilson (PE) e deputado Marconi Perillo (GO) - temem que Fernando Henrique acabe privilegiando os adversários do PMDB. Por isto mesmo, eles não querem ver o presidente no programa eleitoral do PMDB. No Paraná, a discórdia fica por conta do candidato tucano ao Senado, Álvaro Dias, que se recusa a subir no palanque do governador Jaime Lerner, candidato à reeleição.


