O coordenador do Comitê do Não, Padre Manoel Joaquim, admitiu ontem a perda do controle acionário da Sercomtel Celular. ‘‘Não somos favoráveis à privatização da empresa. Mas não descartamos a possibilidade de apoiar a venda de uma parte da Sercomtel Celular, mesmo que a prefeitura perca o controle acionário. Não somos radicais em nossa posição’’, afirmou Manoel Joaquim.
Segundo ele, a prefeitura poderia tentar negociar a venda dos 45% pertencentes a Copel com a TIM Celular. ‘‘A Copel já se mostrou interessada em vender sua parte. Caso a TIM queira o controle, poderemos vender um pouco mais de ações, mantendo uma parte para o município. Não podemos é abrir mão de nossa galinha dos ovos de ouro’’, defendeu o padre. ‘‘Outra possibilidade seria abrir o capital da empresa para a iniciativa privada.’’
Manoel Joaquim – que apoiou a candidatura de Nedson Micheleti (PT) nas eleições do ano passado mas depois rompeu com o prefeito – rebate o principal argumento da administração municipal a favor da venda – de que a empresa não vai conseguir sobreviver à concorrência. Ele lembrou que nos Estados Unidos as pequenas empresas de telefonia dão lucro e prestam serviços baratos.
‘‘A prefeitura está defendendo os interesses da TIM, que se não comprar a Sercomtel só vai poder entrar em Londrina operando a Banda D. Para isso, a TIM terá que investir R$ 250 milhões e usar a tecnologia GSM, que não é comum no Brasil’’, disse Manoel Joaquim. ‘‘Para a TIM, seria melhor comprar a Sercomtel Celular pela amplitude da Banda A e pela estrutura já instalada no município’’, argumentou.(C.L.)

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