O presidente do Comitê Nacional Pró-Legalização dos Cassinos, Ricardo Namen, acredita que os cassinos no Brasil poderão se transformar em fator fundamental para o desenvolvimento do turismo nacional. Em seu depoimento à Comissão Especial que aprovou a legalização do jogo do bicho e os cassinos no País, ele argumentou que o turismo é o mais importante segmento econômico no mundo, além de ser a indústria que mais cresce e mais emprega. A Organização Mundial de Turismo mostra que 110 milhões de pessoas em todo o mundo trabalham no setor. Isso representa um entre 15 trabalhadores do Planeta.
Os investimentos também são altos: US$ 250 bilhões atualmente, correspondentes a 77% de todos os investimentos de capital do mundo. Na indústria do turismo são gerados em tributos US$ 302 bilhões, que representam 6% da arrecadação global. Ano passado, os Estados Unidos arrecadaram com impostos gerados pelo turismo US$ 45 bilhões. O Brasil aparece com a 45ª colocação no ranking dos países com movimentação turística.
Ricardo Namen diz que o Brasil tem 746 cidades turísticas que poderão ter, com a legalização dos cassinos, estímulo à construção de novos hotéis e empreendimentos turísticos, além de ampliar o mercado de trabalho, no mínimo, em 100 mil novos empregos. Hoje, 115 países no mundo têm cassinos funcionando legalmente.
No Brasil, a ilegalidade dos cassinos foi decretada pelo ex-presidente Eurico Gaspar Dutra, em abril de 1946. Estudo encomendado pela Câmara e assinado pelo consultor Ricardo Ramos Mello mostra que as casas de jogos fechadas no Brasil desempregaram mais de 40 mil pessoas.
Mello mostra que a partir de 1991, oito projetos de lei tramitaram na Câmara com o objetivo de legalizar o jogo e reabrir os cassinos, mas todos acabaram arquivados. O estudo atribuiu à Igreja e aos evangélicos o lobby para derrubada dos projetos. Para o ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Luciano Mendes de Almeida, também ouvido na comissão, a reabertura de cassinos aumenta o consumo de bebida, serve de iniciação ao consumo de drogas, à prostituição e lavagem de dinheiro. (P.Z.)

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