Comitê avalia custo de itens do Plano da Transparência
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O custo de implantação e a abrangência das mudanças devem ser os principais critérios para que o Comitê da Transparência de Londrina defina as primeiras ações do Plano de Transparência. ''A prioridade vai ser escolhida em razão dos recursos disponíveis, até porque é difícil dizer qual destes pontos é o mais importante'', afirmou o vice-prefeito e presidente do comitê, Guto Bellusci (PSD). ''Seria leviano eu dizer agora quais os custos de cada um destes temas, mas, tenho certeza, que qualquer que seja o investimento, haverá retorno para a cidade'', complementou. Ele atendeu a reportagem ontem ao final da primeira reunião do grupo (veja composição no quadro ao lado), que tem representantes de secretarias municipais, da sociedade civil e de instituições de ensino superior. A próxima reunião do comitê está agendada para o dia 1º de fevereiro.
Com a presença do presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina, Valdomiro Carvalho Grade, o vice-prefeito informou que o primeiro encontro foi importante para que os membros do comitê pudessem discutir com detalhes as propostas elencadas no Plano de Transparência, apresentado e assinado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) ainda durante a campanha eleitoral. ''A participação do Observatório, pela experiência que eles têm, é fundamental'', elogiou Guto Bellusci. Segundo Grade, a primeira ação do grupo deve ser elaborar um diagnóstico de tudo o que está sendo feito pela prefeitura, o que, reconheceu, leva tempo. Para ele, uma das principais mudanças é se utilizar da tecnologia para oferecer acesso fácil à população. ''O Guto é importante nesse processo porque conhece bastante a tecnologia da informação e isso será fundamental.''
Outra proposta discutida pelo comitê na reunião de ontem foi a criação de uma ouvidoria na prefeitura. Neste ponto, o ouvidor-geral da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jorge Marão, afirmou que a comunidade precisa ter respostas rápidas quando procura o órgão público. ''Com certeza, a comunidade tem que se sentir segura para participar de todo o processo.''
Guto Bellusci também citou como uma das prioridades do comitê a criação do conselho muncicipal de transperência e controle social. Ele reforçou que, além de mudanças na infraestrutura na prefeitura, será preciso ainda mudar a cultura do serviço público.


