Os vereadores de Londrina definiram ontem as composições das 13 comissões técnicas permanentes da Casa. Porém, a Comissão de Justiça, a mais cobiçada devido ao volume de trabalho – e, consequentemente, que projeta a mais exposição –, foi a única que não definiu quem será o presidente.
Os membros das comissões são definidos até 15 dias após o fim do recesso. Porém, a Comissão de Justiça é a única que não permite a recondução de membros em uma mesma legislatura. Isso significa que o ex-presidente Gustavo Richa (PHS), a ex-vice Lenir de Assis (PT) e o ex-membro Emanoel Gomes (PRB) não poderão mais compor o grupo.
Durante o recesso, os vereadores eleitos pela primeira vez conversaram entre si para tentar manter presença nessa comissão. Os nomes de Professor Fabinho (PPS), Mário Takahashi (PV) e Péricles Deliberador (PMN) foram citados. O último ficou entre os eleitos ontem, junto com Padre Roque (PR) e Roberto Fu (PDT), que não definiram quem deve comandar os trabalhos.
Péricles admitiu que pôs seu nome à disposição, mas ainda aguarda definição dos outros dois. "Eu tenho como diferencial o fato de ser advogado, o que pode ajudar. Mas todos temos capacidade para presidir. Devemos definir até quinta-feira", afirmou, na noite de ontem.
A eleição das comissões não agradou todos. Jamil Janene (PP), que tinha interesse na Comissão de Justiça, abandonou a reunião na sala da presidência e voltou ao plenário vazio. Sem esconder o desapontamento, dizia que não faria parte de nenhuma.
Lenir foi outra preterida em suas escolhas. A ex-presidente da Comissão de Seguridade Social, que cuida de assuntos ligados à saúde e assistência social, ficou de fora do grupo este ano, sendo substituída por Gustavo Richa. Ligada tanto à área de saúde quanto assistencial, a vereadora adotou um discurso polido. "Acho que todos têm de ter sua vez", afirmou.

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