Último ponto do programa de estabilidade fiscal, a emenda que reinstitui a CPMF será votada hoje, em comissão especial da Câmara. No parecer, o deputado Pauderney Avelino (PFL-AM) sugere a aprovação da emenda sem impor modificações do texto enviado pelo Senado. O desafio do governo será conseguir o apoio do PMDB, que vinha ameaçando rejeitar a emenda se não houver apoio à criação do Imposto Verde (ver acima).
Ontem, entretanto, nenhuma liderança do partido arriscava adiantar o comportamento da bancada na comissão. ‘‘Os deputados sabem da necessidade da aprovação da CPMF’’, desconversou o líder na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA). ‘‘Não digo que estão todos 100% convencidos, mas os deputados estão mais pacificados’’, afirmou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
Se for aprovada pela comissão especial hoje, a emenda da CPMF será votada em primeiro turno - pelo plenário - na terça-feira e dia 10. A expectativa do governo é concluir a apreciação da emenda até o dia 24. A aprovação da CPMF é um dos sinais que o governo brasileiro precisa emitir para garantir a liberação da segunda parcela do acordo financeiro negociado com o FMI, que pode sair ainda este mês.
Ontem, o governo voltou a mobilizar alguns dos mais importantes ministros na articulação da bancada governista. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, voltou ao Congresso e se dividiu entre as bancadas do PSDB e do PTB. A mobilização incluiu, ainda, o ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas. O discurso foi um só: a aprovação da CPMF é indispensável para o resgate da estabilidade econômica e para as metas do programa de estabilidade fiscal.

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