A Comissão Processante (CP) que apura suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) volta a se reunir na próxima segunda-feira, na Câmara, para analisar a defesa prévia que foi protocolada ontem, no final da tarde, pela defesa. A documentação é assinada pelo advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, e está na pauta do encontro que vai definir também o calendário de depoimentos das testemunhas à comissão.
A CP foi instalada no último dia 8, depois que o plenário, na primeira sessão do ano, admitiu por unanimidade denúncia da Mesa, a partir de relatório assinado pelo corregedor da Casa, vereador Rony Alves (PTB). A comissão analisa o caso de suposta manutenção de uma assessora ''fantasma'' no gabinete de Gouvêa, ano passado - ela própria, Maria Aparecida Vieira, uma das cinco testemunhas arroladas pela defesa do parlamentar para prestar depoimento ao grupo. Quem também se colocou à disposição dos integrantes da CP, para depor, foi a enfermeira Regina Amâncio que, ano passado, já havia representado no Legislativo contra Gouvêa - e acabou denunciando o vereador, posteriormente, no Ministério Público (MP). Pela Promotoria, são seis as denúncias protocoladas na Justiça contra ele.
Esta semana, um dos advogados de Gouvêa em Londrina, Nilton Simão, afirmou que a defesa à CP, no mérito, não vai diferir da que já foi apresentada ao MP - e que nega que Maria Aparecida, ao desempenhar atividades externas ao gabinete, seria ''fantasma''.
A CP tem 90 dias para conclusão dos trabalhos, a partir do início das atividades.

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