Para afastar a necessidade de aportes financeiros na Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml), o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), encomendou estudo para encontrar alternativas ao deficit da autarquia, que pode chegar a R$ 40 milhões em dois anos. O grupo, formado por sete servidores do Executivo e do Legislativo, tem seis meses para apontar como podem ser feitos repasses de ativos da prefeitura que deem renda à Caapsml. "Entre as possibilidades está a doação de terrenos, mas tudo depende do estudo que o grupo vai fazer", informou o superintendente da Caapsml, Denilson Novaes.
Novaes disse que o deficit atuarial (projeção da dívida com base na arrecadação e despesa) será atualizado no próximo mês de abril, mas, com base no último levantamento, as preocupações se justificam, segundo ele. "A previsão feita no ano passado apontava o início do aporte já em 2015, mas, como temos ainda algumas reservas, conseguimos manter os compromissos por mais um ano."
Novaes explicou que a autarquia é responsável pelo pagamento de 3 mil pessoas, entre aposentados e pensionistas do município. Segundo ele, a Caapsml arrecada mensalmente cerca de R$ 8 milhões, mas paga R$ 10 milhões. "Conseguimos manter os pagamentos por termos alcançado bons resultados nas compensações de INSS. Em 2013 recuperamos R$ 13 milhões." Quando um novo funcionário é contratado pelo município, as contribuições já feitas ao INSS são requisitadas pela Caapsml.
A longo prazo, em média 30 anos, a previsão de deficit atuarial da autarquia é de até R$ 1 bilhão.

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