Comissão recolhe documentos na sede da Macrométrica
Integrantes da CPI dos Bancos participaram ontem de uma operação na sede da empresa de consultoria Macrométrica, no Rio, para recolher documentos contabéis e à procura de provas sobre uma suposta conta no exterior em que estariam depositados US$ 1,675 milhão pertencentes ao ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes. A operação foi realizada quatro a cinco dias depois de a direção da empresa ter sido comunicada da ação pelo Senado.
Cópias de dados contábeis dos últimos cinco anos foram levadas pelos assessores da comissão, segundo informou o advogado dos sócios da Macrométrica, Manoel Messias Peixinho, para serem analisados pelos senadores.
O delegado aposentado da Polícia Federal (PF) Paulo Lacerda e o auditor do Senado Hipólito Gadelha, assessores da CPI que participaram da operação, passaram cinco horas na sede da empresa, fundada por Chico Lopes, e tiraram cópias de papéis da movimentação financeira dos últimos cinco anos. Eles deixaram o prédio sem dar entrevistas.
Segundo Peixinho, que trabalha na defesa de sócios da Macrométrica, foram recolhidos dados sobre a composição acionária e distribuição de lucros. O advogado, que trabalha na defesa de dois sócios da Macrométrica Pesquisas Econômicas e Sistemas, dois braços da empresa, Stévão Kopschitz e Fábio Lyrio, informou que a operação não foi uma surpresa para a direção da Macrométrica e que a documentação analisada havia sido separada e numerada para passar pela avaliação dos assessores. Ele disse que o Senado encaminhou um ofício informando que a medida seria realizada na empresa, sem detalhar o dia do trabalho.





