Um processo administrativo deverá ser instaurado para apurar denúncias contra dez pessoas que teriam cometido irregularidades no concurso público para agente administrativo realizado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), no campus de Francisco Beltrão (Sudoeste do Paraná). Esta é a sugestão apresentada ontem pela Comissão de Sindicância aos integrantes do Conselho Universitário.
A reitora afastada Liana Fuga também foi citada por participação na fraude. De acordo com o relatório da comissão, além da reitora afastada, estariam envolvidos os funcionários Carlos Paulo Duda, Ademar Cezar Feio, Juliano Campiol, Geraldo Martins, Jane Eliete Rodrigues, Jaime Fabro, Carlos Alberto Piacenti, Saturnino Vieira, Rosangela Amboni e o Pró-Reitor de Graduação, Édson Belo. Entre as possíveis penas impostas aos envolvidos na fraude está a advertência, suspensão e até mesmo a exoneração.
O novo reitor da Unioeste, Wilson Luiz Iscussiati, explicou que entre os funcionários citados, alguns são acusados de omissão. Ele disse que estará amanhã na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Curitiba, para entregar o relatório e pedir agilidade na instauração do processo administrativo. Iscussiati ressaltou que o relatório poderá ser anexado ao processo administrativo-disciplinar instaurado pela secretaria para apurar as denúncias no campus.
O reitor acrescentou que os membros da Comissão de Sindicância sugeriram que apenas os quatro funcionários que teriam sido favorecidos no concurso perdessem suas vagas. ‘‘Segundo o relatório, os demais aprovados deverão ser contratados, sendo convocados quatro suplentes para preencher as vagas’’, observou.
As denúncias de irregularidades no concurso surgiram depois que o ex-diretor de concursos, Carlos Alberto Piacenti, desconfiou das notas dos quatro primeiros colocados. Ao investigar os candidatos que haviam alcançado a nota 9,7, Piacenti descobriu que eles eram funcionários da instituição.
Após tomar posse da reitoria, Iscussiati decidiu exonerar os quatro funcionários que ocupavam cargos de assessores, apesar de negar que existisse alguma relação com as denúncias do concurso. Além deles, outros dez assessores da reitora afastada também foram exonerados.

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