A comissão provisória que vai comandar o PSDB no Estado pode assumir hoje o controle do partido. Os nomes devem ser homologados hoje pelo presidente nacional da sigla, deputado José Anibal (SP). Nos bastidores, os comentários dão conta que um dos nomes fortes para assumir o controle da comissão, que terá sete membros, é o do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB). Para fazer parte do grupo, ele precisa assinar ficha no PSDB.
Apesar de Brandão não comentar o assunto, sua entrada no ninho tucano era dada como certa. E os ''neotucanos'' como estão sendo chamados já dão mostras de poder no partido. Ontem, Brandão esteve reunido com o deputado federal Affonso Camargo (PSDB) e o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PTB). Beto, filho do ex-governador José Richa, estaria prestes a se filiar ao PSDB, recusando convite do PSB. Os três elaboraram uma lista de nomes para a comissão, como sugestão a Anibal.
Além deles, devem compor o grupo o deputado federal Basílio Villani autor do pedido de dissolução do diretório estadual e o empresário de Maringá, Silvio Name. Apesar de peemedebista, Name é ligado ao ex-governador José Richa, de quem foi suplente quando este ocupou vaga no Senado. O grupo de Richa e do presidente brasileiro da Itaipu Binacional, Euclides Scalco, voltou a dominar o partido. Eles não devem, pessoalmente, fazer parte da comissão. Richa garante que o PSDB não terá vínculos com o grupo do governador Jaime Lerner (PFL), mas o próprio Lerner já admite aliança entre os dois partidos nas eleições do próximo ano.
Com as mudanças no PSDB, o PTB deve sofrer graves baixas. Podem entrar no partido tucano secretários de Estado como o da Agricultura, Antonio Poloni (ligado a Scalco), e o da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra. Ambos estão no PTB. Deputados estaduais do PTB, como Carlos Simões e Ricardo Chab, além de integrantes do PSB, também devem assinar ficha no PSDB.
Os políticos ligados ao senador Alvaro Dias (PSDB) não concordam com uma possível entrada do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), no partido. Alvaro renunciou ao mandato de presidente estadual, e seu aliado, o deputado federal Luiz Carlos Hauly, assumiu. A executiva nacional não aceita o domínio de Alvaro no partido, e decidiu, na semana passada, dissolver o diretório estadual.
Alvaro está sendo expulso por ter assinado o requerimento de criação da CPI da Corrupção, proposta pela oposição para investigar denúncias contra o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No entanto, Affonso Camargo também assinou o requerimento e sua ficha foi abonada no PSDB.
O futuro de Alvaro pré-candidato declarado à sucessão de Lerner começa a ser decidido hoje. O Conselho de Ética do PSDB se reúne no fim da tarde para votar o relatório de José Abrão, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento e Reforma Agrária e relator do processo de expulsão de Dias. Alvaro estuda maneiras de adiar qualquer decisão tomada na reunião de hoje.

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