Reunida pela primeira vez depois que o desembargador Leonel Cunha, do Tribunal de Justiça do Paraná, determinou a retomada dos trabalhos, a Comissão Processante (CP) criada na Câmara Municipal para investigar os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) por possível envolvimento na Operação ZR-3 definiu nesta quarta-feira (27) a data dos primeiros depoimentos. O presidente da CP, José Roque Neto (PR), confirmou que o agricultor Junior Zampar, denunciante do suposto esquema de corrupção para mudanças pontuais de zoneamento em Londrina ao Gaeco, e o primo dele, Carlos Zampar, prestarão esclarecimentos na sexta-feira.

Imagem ilustrativa da imagem Comissão Processante vai ouvir agricultor que denunciou suposto esquema de zoneamento
| Foto: Guilherme Marconi/Grupo Folha


Até a decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Emil Gonçalves, que suspendeu a apuração legislativa, a CP havia funcionado por 30 dias. De acordo com o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, os vereadores que integram o grupo têm mais 59 dias para concluir a investigação. O relatório que pode indicar a cassação ou não dos mandatos de Alves e Takahashi será elaborado por João Martins (PSL). Vilson Bittencourt (PSB) atua como membro da comissão. "Hoje foi um encontro infrutífero. Não conseguimos estabelecer o cronograma porque não notificamos o advogado Maurício Carneiro, que está em Brasília por uma reunião de trabalho", disse Roque Neto.

Um representante da defesa de Takahashi compareceu na reunião da CP. "Considero o depoimento do Zampar como importante, ainda mais porque foi ele quem fez a denúncia ao Gaeco", comentou o parlamentar do PR. O Ministério Público denunciou 13 pessoas na ZR-3, mas ninguém continua preso. O útlimo a deixar a cadeia foi o servidor municipal Osssamu Kaminakagura, ex-diretor de Loteamentos da Secretaria de Obras.

(com informações do repórter Guilherme Marconi, da Folha de Londrina)

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