Imagem ilustrativa da imagem Comissão Processante tem nova rodada de depoimentos
| Foto: Vitor Struck/Folha de Londrina



Na terceira reunião da Comissão Processante da Câmara Municipal, criada para investigar possível quebra de decoro dos vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) pela denúncia de envolvimento na Operação ZR-3, muitas expectativas por parte dos jornalistas mas poucos avanços. Os integrantes da Comissão Processante aguardavam os ex-presidentes do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) Reinaldo Ribeirete e Ignes Dequech, ré na mesma ação, e o ex-presidente do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil), Osmar Ceolin Alves.

Entretanto o único a prestar depoimento nesta manhã foi o ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) Reinaldo Ribeirete, arrolado pela defesa de Mário Takahashi. Ribeirete afirmou que foi questionado sobre como eram feitos os processos de trabalho no Instituto e sobre o relacionamento dos vereadores com o Ippul durante a sua gestão, que teve início com a de Marcelo Belinati (PP) e fim em fevereiro deste ano.

"E fiz um esclarecimento de quando a gente assumiu a Secretaria qual era a maior reivindicação que se tinha que era sobre dar maior agilidade nos processos. Nós criamos uma comissão que participava da avaliação e pareceres técnicos com a presença de todos, o que não tinha. Antes era feito individualmente com cada secretaria e isso levava um tempo muito grande e a secretaria dava um parecer exclusivamente técnico da área dela. Com a presença de todos os técnicos que eram funcionários de carreira esses processos agilizaram, de 180 dias para 18 dias com parecer técnico. E este era o processo, o restante era feito com procedimento legal normalmente, tinha que entrar no Ippul, receber os parecer técnicos de todas as secretarias envolvidas, posteriormente ele era encaminhado para a aprovação, ou seja, na Câmara de Vereadores ou propriamente na Secretaria de Obras. Todo o tratamento que eu tive ao longo de um ano com os vereadores eu nunca tive uma solicitação para que o processo fosse mudado ou agilizado", afirma Ribeirete.

O ex-presidente lembrou que no que tange o terreno de Júnior Zampar, autor da denúncia, o próprio parecer para mudança de zoneamento era contrário e também afirmou ter ficado surpreso. "Não vejo nada que houve de irregularidade."

Já o depoimento de Ignez Dequech é considerado muito importante pelas defesas "porque a Ignez tem aquela fala que todo mundo sabe então é a oportunidade dela esclarecer", afirma o advogado de defesa de Takahashi, Anderson Mariano.

"No telefone com o Zampar sobre 'agradar os vereadores'. Ela já esclareceu no Gaeco mas nós queremos que ela esclareça para a Comissão Processante", explicou o advogado.

Entretanto, para adentrar o prédio da Câmara, é necessário uma autorização judicial. Segundo o Presidente da CP, o vereador José Roque Neto (PR), ficou acordado que os advogados de defesa dos vereadores é que devem acionar a defesa de Ignez para que ele peça uma autorização à Justiça, mesmo com a reunião desta quinta já marcada há cerca de dez dias. A reportagem da Folha entrou em contato com o advogado Marcos Ticianeli. Ele confirmou que a cliente nem chegou a ser intimada.

Roque Neto confirmou que João San Martin Paixão, ex-assessor parlamentar de Mário e que mora fora do Paraná, respondeu os questionamentos. Já o deputado João Arruda apenas respondeu que estará disponível depois do recesso parlamentar. O engenheiro e ex-presidente do Sinduscon Osmar Ceolin Alves não compareceu porque está em viagem e deve comparecer na nova data escolhida para os próximos depoimentos, a próxima segunda-feira (30).

Os parlamentares afastados só poderão ser ouvidos assim que todas as testemunhas derem explicações à Comissão Processante. Veja um trecho da entrevista de Takahashi:



(Atualizado às 16h)

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