O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), não demonstrou preocupação com o pedido de abertura de Comissão Processante (CP) na Câmara de Vereadores, protocolada pelo vereador Joel Garcia (PTN). Segundo o vereador, Barbosa teria feito promoção pessoal com recursos públicos na festa Réveillon de Luz realizada no final do ano passado.
O prefeito disse, durante a entrevista coletiva semanal, que vai apresentar a defesa prévia à Câmara possivelmente antes do prazo previsto, que é de uma semana. ''Esta é uma ação política normal, faz parte do jogo e vamos nos defender. Nós não ferimos a lei e estamos aqui para nos defender e mostrar transparência com os atos da administração pública'', afirmou.
A Mesa Executiva da Câmara decidiu analisar a defesa de Barbosa Neto antes de acatar o pedido para formar a comissão que tem por objetivo a cassação do mandato do prefeito. A partir da defesa, a procuradoria da Câmara vai anlisar se recomenda ou não o início dos trabalhos da comissão.
Barbosa Neto disse também que não pediu para ninguém fazer uma faixa ou colocar no telão a frase ''A família Barbosa Neto deseja a todos um feliz 2011''. Isto, segundo o vereador pode configurar promoção pessoal por ferir o princípio da impessoalidade, como determina a Lei Orgânica do Município. ''Qualquer pessoa que esteve no Réveillon pode ser testemunha do que aconteceu ali. Não é do nosso feitio fazer promoção pessoal e estamos sendo o mais austero possível em cerimônias e divulgação de nossos atos'', garantiu.
Segundo o prefeito, o Réveillon reuniu mais de 40 mil pessoas às margens do Lago Igapó no final do ano passado e está se tornando um evento tradicional na cidade. Ele prometeu que a festa será realizada também no final deste ano. Segundo informações da denúncia, a festa custou cerca de R$ 600 mil aos cofres públicos.
A assessoria de imprensa da Câmara afirmou que vai enviar a notificação para o prefeito ainda hoje. ''A assessoria jurídica terminou de recolher as assinaturas da Mesa Executiva e vai enviar o documento no máximo até sexta-feira''. Se o prefeito receber a notificação, os sete dias começam a ser contados à partir de segunda-feira, já que somente dias úteis são considerados. (Colaborou Paula Barbosa Ocanha)

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