Comissão Processante aberta contra prefeito de Rolândia inicia trabalhos
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A Comissão Processante (CP) deve notificar nesta quarta-feira (11) o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), a apresentar defesa em até 10 dias da denúncia protocolada contra ele na Câmara Municipal e que pode culminar em sua cassação. Na semana passada, após pedido do vereador Rodrigo da Costa Teodoro, o Rodrigão, do Solidariedade, o Legislativo, por sete votos a favor e três contra, concordou em abrir a investigação. Francisconi teria autorizado pagamentos indevidos para sua esposa, que é médica concursada do município.

A representação para abrir a CP teve como base a denúncia feita pelo Ministério Público, que também acusa o prefeito de irregularidades na contratação de empresas terceirizadas prestadoras de serviços médicos. A comissão é composta por Eugênio Serpeloni (PSD) na presidência, João Gaúcho (PSC) na relatoria e Maria do Carmo Campiolo (PSDB) como membro. Segundo a ata da sessão, todos votaram contra a apuração.
Depois da abertura da Comissão Processante, Rodrigão teve cinco dias para convocar até 10 testemunhas de acusação, prazo que expirou na última segunda-feira (9). Porém, conforme o relator, o parlamentar deveria qualificar todos os depoentes que desejasse arrolar com nome, telefone e endereço, o que não aconteceu. "Sem esses detalhes, não temos como ouvi-los ou notificá-los. Essa é uma atribuição de quem fez a representação para abrir a CP na Câmara", comentou João Gaúcho.
Segundo o vereador, a comissão analisará a defesa que deve ser apresentada por Francisconi, que também pode constituir pessoas para prestar depoimento. Em entrevista à FOLHA, Rodrigão disse que indicou apenas duas pessoas para depor: o próprio prefeito e o procurador-jurídico na época da denúncia do MP. "Quando protocolei, achei que todos os dados deles estavam certos e não pensei que eu precisasse qualificá-los. Coloquei também todos os vídeos daqueles que foram depor no Gaeco. Na minha opinião, não tinha a necessidade de informar detalhe por detalhe de cada uma das testemunhas", comentou.
A Comissão Processante tem até o dia 2 de novembro para concluir os trabalhos. Essa é a segunda investigação que a Câmara abre contra o gestor. No primeiro processo, foi absolvido. Antes da votação da nova CP, Luiz Francisconi Neto afirmou em entrevista coletiva que o vereador Reginaldo Silva (SDD) tentou coagi-lo. Segundo o prefeito, o parlamentar repassou um papel com uma lista com cinco nomes para cargos no primeiro escalão da administração municipal.
As sugestões políticas supostamente seriam uma exigência de Silva para impedir a apuração contra Francisconi na Câmara Municipal.


