Agência Estado
De Brasília
Os integrantes da CPI do Narcotráfico esperam encontrar nas investigações que farão em Campinas (SP) nesta semana as peças que faltam para elucidar as mortes do ex-governador do Acre Edmundo Pinto e do empresário alagoano Paulo César Farias. Eles suspeitam de ligação entre os dois assassinatos e o narcotráfico.
Os deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e Robson Tuma (PFL-SP) devem interrogar várias pessoas ligadas ao empresário Willian Walder Sozza, acusado de comandar em Campinas uma conexão do crime organizado que teria vínculos com a quadrilha chefiada pelo deputado cassado Hildebrando Pascoal. Mattos acredita que esses depoimentos poderão revelar os mandantes dos dois crimes.
‘‘As mortes de PC Farias e do governador Edmundo Pinto não são fatos isolados’’, afirma o deputado. ‘‘Se conseguirmos avançar nas investigações, vamos desvendar os dois casos’’, sustenta Mattos. Ele lembra que alguns depoimentos prestados à CPI do Narcotráfico evidenciam as conexões do grupo de Campinas com os grupos do Acre, liderado por Pascoal, suspeito de ter encomendado a morte do governador, e do Maranhão, que teria vínculos com a família Farias.
As suspeitas da CPI são reforçadas pelo depoimento de uma testemunha do Acre, que está sendo preservada pelos integrantes da Comissão. Eles a identificam como Ezequiel e tentam convencê-la a depor formalmente na CPI. Segundo a deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), essa testemunha confirma que Hildebrando Pascoal viajava constantemente para Campinas. Investigadores da Comissão estão tentando mapear essas viagens pesquisando nos registros dos hotéis de Campinas e São Paulo.
Pascoal está preso em Brasília, mas será levado hoje para Rio Branco (AC), onde prestará depoimento. O deputado cassado será escoltado por dez agentes da Polícia Federal e deve retornar a Brasília na próxima sexta-feira.

mockup