A subcomissão da CPI do Narcotráfico não conseguiu reunir provas contra a empresária Nassima Sallum Ribas, acusada em várias denúncias de ter ligação com o esquema de distribuição de drogas na cidade. Assim como dezenas de outras pessoas, Nassima teve seu nome relacionado em uma lista confeccionada pelo deputado Padre Roque Zimmermann (PT-PR), apontando supostas relações entre traficantes da Região dos Campos Gerais.
Nassima falou por cerca de 30 minutos, respondeu perguntas apenas de Padre Roque, e, no momento de ser liberada, só faltou receber um pedido de desculpas por parte dos integrantes da subcomissão. Apesar de chamá-la para depor, o deputado pontagrossense reiterou por várias vezes a idoneidade e o caráter de Nassina, que é sócia de uma rede de lojas de confecções na cidade.
As denúncias contra ela estariam relacionadas a um mal entendido com a prisão de um traficante de cocaína, detido em Castro, que tinha um sobrenome parecido com o dela. Outra problema pode ter sido o envolvimento de uma de suas filhas, há mais de dez anos, que era usuária de drogas.
Outros dois empresários – Ademir de Oliveira e Enock Mainardes – acusados de enriquecimento ilícito, também foram ouvidos, mas liberados sem nenhuma resistência por parte dos deputados. Eles falaram por poucos minutos e se isentaram de qualquer envolvimento com drogas.
Os policiais Almir Troyner e Cássio Wzorek, que foram ouvidos anteontem, seriam interrogados ontem novamente. Eles foram liberados. Os dois estão afastados de suas funções na 13ª Subdivisão Policial e respondem sindicância por conta de denúncias de envolvimento com o narcotráfico.

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